criando sem expectativas
será que é possível?
bom dia, gedê! entre uma coisa e outra que vem acontecendo, eu continuo com o desejo de criar jogos (seja numa game jam, seja um protótipo pra aprender algo novo, ou um título comercial, como é o Pimbolas).
um aviso rápido e maneiro antes do assunto da edição da news de hoje:
eu virei um dos hosts do novo programa da Rede Ronaldo Games: o Fora da Rede! é um programa semanal sobre as novidades do mercado de games :)
fica o convite pra você assistir e se inscrever pra acompanhar.
bom, voltando aqui pro tema de hoje: criar sem expectativa e sem travas.
como fazer isso? existe certo ou errado?
✍️ vivência gedê
depois de lançar o Pimbolas, dei uma pausa nos meus processos criativos por um tempo, até pra conseguir respirar depois do lançamento e também pra conseguir curtir esse momento sem o peso de produzir qualquer nova ideia.
agora que já se passaram uns dois meses, a vontade de voltar a criar e desenvolver jogos voltou.
um jeito leve de voltar
decidi voltar a pensar e produzir de um jeito um pouco diferente do que eu costumo fazer. geralmente meu processo criativo é meio assim:
→ tenho uma ideia de jogo
→ documento essa ideia e monto a estrutura base do jogo
→ começo a desenvolver a partir dessa documentação
→ vou iterando os sistemas a partir de testes
resumindo muuuuito, é isso.

dessa vez, decidi mudar um pouco e sair da minha zona de conforto, e to fazendo o seguinte:
→ peguei um jogo que curti (TOEM)
→ reproduzi as mecânicas e interações mais simples dele
→ comecei a criar algo novo a partir desse ponto
to fazendo isso pra melhorar minhas habilidades no 3D usando o Blender, e pra voltar a me desafiar a programar e me acostumar de novo com esse fluxo, já que faz muito tempo que não programo nem modelo direito.
o que eu fiz até agora?
baseado no TOEM, eu fiz (com a ajuda do meu parceiro André Cardoso):
→ recriei a câmera do TOEM usando Cinemachine na Unity
→ recriei o Character Controller (personagem 2D num mundo 3D que sempre tá olhando pra câmera)
→ adicionei um sistema de diálogo (inspirado no A Short Hike)
e o resultado disso é:
▶ assistir o vídeo na edição original

esse processo tá sendo muito divertido, pretendo continuar progredindo nesse protótipo e quem sabe virar algo.
alguma sugestão do que fazer? me manda aí nos comentários!
💰din din
até que ponto um projeto pessoal continua sendo “só um hobby” e quando ele vira algo que precisa de CNPJ? não é sobre o tamanho do jogo, é sobre dinheiro entrando e a proporção que vá tomar. enquanto é só estudo e portfólio (como o protótipo baseado em TOEM que tô fazendo), não tem obrigação nenhuma — mas assim que começa a gerar receita, mesmo que pequena, o projeto sai do campo pessoa física e pede enquadramento certo.
muita gente só percebe isso tarde, quando a receita já passou do ponto que devia ter sido formalizada. a boa notícia: dá pra deixar essa estrutura pronta desde cedo, de um jeito simples, sem travar o processo criativo.
se seu projeto pessoal pode crescer e você não sabe quando (ou se) precisa formalizar, a Nogap Experts te ajuda a entender o momento certo!
obrigado nogap ❤️ por patrocinar essa seção da newsletter.

eu sou o baptixta, sou game desginer e cofundador do Nano Knight Studio e continuo procurando por ideias que me tirem do sofá :)

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