monotemático
hiperfocado?
bom dia, gedê! a edição de hoje foi escrita do fundo do meu coração, explicando os motivos que me fizeram gostar muito de um certo jogo aí.
uma excelente sexta-feira pra vocês :)

✍️ vivência gedê
esse texto foi tirado do linkedin (se você já leu foi mal, mas queria trazer pra cá também, acho que é algo maneiro).
▶ assistir o vídeo na edição original
como game designer e skatista vira e mexe me pego pensando e lembrando de um dos jogos que mais me marcou na vida: Skate 2.
pode parecer um pouco estranho o segundo jogo de uma franquia de skate estar nos meus jogos mais jogados (e preferidos) de todos os tempos, e o fato dele ser tão importante (não só pra mim mas pra toda a comunidade de skatistas).
o que esse jogo tem de tão diferente dos outros jogos de skate?
ele é uma carta de amor ao que a essência do estilo de vida do skate transmite, algo muito mais complexo de ser transportado para a atmosfera digital do que parece.
o jogo apresenta muito das vivências, signos e simbologias do que é andar de skate.
ele abraça a contradição e contracultura que a raiz do skate de rua traz consigo (liberdade, invasão do espaço privado, interações e confusões com pessoas na rua, espaços públicos que são reinterpretados de formas que não foram imaginados inicialmente).
falando da parte do game design em si, ele é um exemplo muito bem colocado de como transportar sentimento e toda uma cultura dentro de um core loop que faz sentido e é bem implementado.
a direção de arte mais suja e crua meio “grunge” consegue transportar o jogador e faze-lo sentir como se estivesse numa sessão de rua no centro.
o level design do jogo que faz com que seja possível ir do começo do mundo ao final dele seguindo uma única descida traz um senso de claridade e liberdade muito grande.
a progressão do jogo com missões que te colocam na pele do que é viver o skate tendo que conseguir patrocínio, tirar fotos para revistas, lidar com diversas situações extremamente específicas mas muito reais dentro desse contexto, fazem com que a imersão fique gigantesca.
e por último mas não menos importante: o som do jogo.
tanto os efeitos sonoros quanto a música também carregam muita simbologia do que essa cultura perpetua (do rock ao rap, do punk ao reggae).
é uma baita introdução a cultura do skate pra quem não viveu e conheceu isso, e um afago para quem vive ou viveu essa realidade.
caso não tenha jogado, fica minha recomendação!
ps: estou jogando muito o novo jogo da franquia que lançou e é free-to-play e multiplayer 100% do tempo, e acho que ele tem muitos pontos positivos (e muitos negativos também). eventualmente vou falar sobre ele também.
ps2: vídeo feito pelo canal de youtube ipgames chamado “proof that Skate 2 map is the best!”.
🅱️ bêbêbê (bom, barato, e brasileiro)
hoje a indicação é um jogo que lançou recentemente, e é muito louco!
☂️ roguelite hack and slash aéreo de puro caos! → Hellbrella
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